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FILME: São Paulo,  A Sinfonia da Metrópole




Produzido em 1929, o filme, hoje um documentário, São Paulo, A Sinfonia Da Metrópole é um dos raros registros em movimento da cidade de São Paulo da segunda década do século XX. Seus produtores Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig forma importantes pioneiros da cinematografia e dedicados especialistas em revelação de filmes para o cinema chegando a ponto de trabalharem como consultores da lendária Vera Cruz que de modo significativo contribuiu para uma efetiva indústria cinematográfica brasileira. Baseado Berlim, Sinfonia de uma Metrópole (de Walter Rutmann, 1927) o filme tem a interessante premissa, de, já num incipiente produto de linguagem mostrar a cidade em seu despertar indo ao entardecer passando por todos os labores e prazeres do cotidiano. Ao longo do filme, vê-se inclusive a construção de vários edifícios e o comércio como fonte de progresso. Guilherme de Almeida; escritor, crítico, poeta e jornalista escreveria sobre o filme a seguinte passagem:


“... S. Paulo: A Symphonia da metrópole é toda a vida desta cidade que tem o nosso amor – porque ella é todo o nosso desejo, todo o nosso orgulho, toda a nossa alegria é também, ás vezes, toda a nossa tristeza... – a vida de S. Paulo, contada de maneira bonita e rápida clara e convincente. Toda a nossa vida de todos os dias, na nossa cidade de sempre. Não; não é um film natural: é um poema. Não são apenas flagrantes casuaes, sem nexo nem finalidade, são instantâneos felizes de momentos significativos, intelligententemente observados e analysados, tratados com carinho e ligados uns aos outros por um fio delicado, uma sequencia fina, que ora enthusiasma, ou alegra, ora comove, mas sempre agrada. Uma inspiração de poeta humkanisou o olhar sensível daquela objetiva: e a câmera tornou-se um habitante de S. Paulo, bem barrista, bem conhecedor da sua cidade, das suas belezas e dos seus valores...” (Cinematographos, Almeida; 1929).*

Conhecido intelectual participante do Modernismo da Semana de 1922, Guilherme relata aqui o sentimento de uma identidade latente e dentro de um sentimento de paulistano orgulhoso de suas origens nas bonitas palavras a seguir:


“Ante-hontem á noite, na grande sala do ´Paramont` - emquanto pela tela passava o primeiro film nacional que conseguiu não nos envergonhar e, pelo contrário, envaidecer-nos – estive imaginando que aquele theatro não estivesse em S. Paulo, mas em qualquer grande capital extrangeira, e que aquella gente que o enchia não fosse brasileira, mas de qualquer importante nacionalidade... E, imaginando isso, fui me dizendo com sinceridade e convicção: que esplendida propaganda para nós!” * (Cinematographos, Almeida; 1929).


Trecho do filme no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=UZo0mMuWp_E

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Pesquisa: Iomar Travaglin e Marlene Laky
Organização e Projeto Digital: Tatiane Cornetti
Acervo: Casa Guilherme de Almeida - http://www.casaguilhermedealmeida.org.br

 


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