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Autor Tópico: São Paulo tenta salvar antigas estações de trem  (Lida 616 vezes)
Tatiane Cornetti
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« : 24/Junho/2010, 10:18:45 »

São Paulo tenta salvar antigas estações de trem
Paranapiacaba. Complexo está entre os tombados

Nos últimos meses, especialistas do Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado (Condephaat) vistoriaram dezenas de antigas estações ferroviárias do interior de São Paulo. Além da importância histórica, avaliaram aspectos arquitetônicos, urbanísticos e ambientais. E pretendem pelo menos triplicar o número de bens tombados até o fim do ano, acelerando os processos - atualmente, são 17, quatro na capital.

Segundo a presidente do Condephaat, Rovena Negreiros, as ferrovias são responsáveis pelo atual desenho da urbanização no Estado, pois incentivaram a ocupação do território e a formação das cidades. Também estão ligadas à imigração, ao processo de industrialização e à consolidação dos eixos de exportação, sobretudo do café. "Estamos olhando a linha inteira e mapeando os bens que podem ser preservados."

O inventário abrange as principais ferrovias antigas de São Paulo: São Paulo Railway, Mogiana e Sorocabana, Cia. Paulista, Noroeste, Central do Brasil, Bragantina e Araraquarense. "Estamos olhando a importância que as vias tiveram no contexto regional e avaliando quais estações, equipamentos e instalações são relevantes e passíveis de preservação", explica.

A iniciativa inverteu o processo usado para o tombamento. Em vez de esperar os pedidos encaminhados pelas prefeituras e órgãos de preservação ferroviária, os técnicos vão a campo fazer o levantamento.

Precariedade. Nas vistorias, constataram que a maioria das construções está em condições precárias. Nenhuma estação foi avaliada em ótimo estado e apenas sete foram consideradas em bom estado - entre elas, Americana, Andradina e Jaguariúna.

Em Botucatu, a equipe da historiadora Leonora Portela de Assis, da Unidade de Proteção do Patrimônio Histórico (UPPH), encontrou o prédio construído em 1934 em estado de abandono. Apenas neste ano, a Rede Ferroviária Federal transferiu o conjunto para a prefeitura. Outro grupo esteve na estação de Santa Cruz do Rio Pardo, projetada por Ramos de Azevedo, em 1908, e constatou sinais de deterioração.

Patrimônio. Restam mais de 200 estações ferroviárias no interior do Estado, mas apenas 13 são tombadas. A estação de Mairinque, projetada pelo arquiteto Victor Dubugras e inaugurada em 1906, é considerada a primeira construção modernista do País - e pioneira no uso do concreto armado. A estação de Cachoeira Paulista, de 1877, foi a ligação entre as estradas de ferro D. Pedro II e São Paulo-Rio. Por causa da localização estratégica, abrigava o famoso trem blindado usado na Revolução de 32 para enfrentar as tropas federais.

O Condephaat protegeu também trechos de linhas e conjuntos ferroviários como a Estrada de Ferro Perus-Pirapora (1914), entre São Paulo e Cajamar, o complexo ferroviário de Paranapiacaba (1877), em Santo André, e um conjunto de casas da antiga Mogiana, em Espírito Santo do Pinhal (1889/1920). Na capital, são tombadas as Estações da Luz, do Brás, a antiga Estação Júlio Prestes, além da estação de bondes do Brás.



Publicado no Estadão (20/06/2010)
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100620/not_imp569263,0.php
« Última modificação: 24/Junho/2010, 10:27:56 por Tatiane Cornetti » Registrado
Tatiane Cornetti
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« Responder #1 : 24/Junho/2010, 10:26:28 »

Tombada estação de trem de Santos, a 1ª do Estado

Quatro estações da antiga São Paulo Railway, a primeira ferrovia paulista, foram tombadas ontem pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Entre elas, está a antiga estação de Santos, construída entre 1862 e 1867.


Foto do site - http://www.estacoesferroviarias.com.br/s/santos.htm

Localizada em área histórica da cidade, foi a partir dela que se desenvolveu a Santos-Jundiaí, nome com que ficou conhecida a ferrovia que foi a primeira conexão entre o litoral e o interior. Desativada em 1996, a antiga estação hoje abriga a Secretaria de Cultura do município.

As outras estações tombadas são as de Caieiras, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Construídas entre 1867 e 1883, funcionam até hoje e pertencem à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Entre as justificativas para o tombamento está o "valor simbólico" das estações, que ainda hoje mantêm características originais da arquitetura inglesa do século 19, conjuntos de moradias à beira da linha e ajudaram a consolidar a Santos-Jundiaí como o principal meio de transporte na época.

Em Caieiras, a estação e a ferrovia fomentaram novas atividades comerciais, responsáveis pela própria emancipação da cidade, em 1958. O entorno dos bens também serviu para amparar o tombamento da estação localizada em Ribeirão Pires, onde estruturas construídas por causa da proximidade da ferrovia continuam intactas.

Até o fim do ano, outros 33 processos de tombamento de estações ferroviárias devem ser julgados pelo Conselho. Atualmente, há 17 estações tombadas no Estado, entre elas a da Luz, do Brás e a antiga Júlio Prestes.

Em nota, a CPTM afirmou que a decisão do Condephaat "é motivo de muito orgulho e reforça o comprometimento da Companhia em preservar o acervo". Ainda assim, segundo os técnicos do Condephaat, nenhuma estação pode ser avaliada como "em ótimas condições".



Publicado no Estadão (22/06/2010)
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100622/not_imp570191,0.php
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