Obra do metrô vai fechar parque Parque das Bicicletas será usado por dois anos como canteiro de obras da Linha 5-Lilás
Luísa Alcalde,
luisa.alcalde@grupoestado.com.br Os paulistanos vão perder uma importante área verde, de lazer e recreação da capital pelo menos nos próximos dois anos. O Parque das Bicicletas, na Alameda Iraé, esquina das Avenidas Ibirapuera e Indianópolis, na zona sul, será transformado em canteiro de obras durante a construção do segundo trecho da Linha 5-Lilás do Metrô, que ligará a Estação Largo 13 à Estação Santa Cruz e à Estação Chácara Klabin.
A obras começam no segundo semestre de 2010 e serão concluídas em 2012. Dos 20 mil metros quadrados ocupados pelo parque, 16 mil metros quadrados, ou seja, 80% de sua área, serão emprestadas pela Prefeitura.
O terreno será usado como pátio de manobras e estacionamento subterrâneo. O Metrô diz que “o local será integralmente devolvido, sem alterações, já que não haverá obras de superfície”. Um prédio da secretaria municipal de Esportes (Seme) que funciona no mesmo terreno e abriga cinco coordenadorias, também vai sair para dar lugar ao alojamento dos operários e depósito de materiais.
Nos apenas 4 mil metros quadrados do parque que continuarão abertos ao público funcionarão as aulas da Escola de Ciclismo, criada em 2006, para habilitar crianças de 7 a 14 anos da rede pública de ensino a guiar bicicletas.
Essa área fica no ponto do terreno mais afastado da Avenida Ibirapuera, próximo à pista de atletismo que existe dentro do complexo. Deixará de funcionar também a área que abriga equipamentos de ginástica para a Terceira Idade.
Na área do parque também está instalada parte da Secretaria Municipal dos Esportes. Segundo a pasta, em uma reunião recente com a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e o Metrô, a pasta tem até janeiro de 2010 para realojar seus funcionários em outro imóvel na região, que será alugado. O recurso já foi previsto no orçamento da pasta deste ano.
No acordo feito entre a Prefeitura e o Estado, quando a nova linha de Metrô for entregue, a empresa responsável pelas obras terá de devolver a área reformada com projeto paisagístico renovado.
A presidente da Associação de Moradores e Amigos de Moema (AMAM), Lygia Horta pretende reivindicar que esse compromisso seja firmado por escrito. “Que garantias temos de que o parque será reaberto?”, questiona. O parque foi inaugurado em 2000 e oferece, além de ciclovias planas e asfaltadas com 3 mil metros de extensão, áreas para a prática de patins, patinete, pista de caminhada. Antes da inauguração a área era um terreno ocioso da Prefeitura. A transformação foi uma reivindicação da associação.
Publicado no Jornal da Tarde (05/05/2009)
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